28 Novembro 2023 - 08:00

Justiça nega recurso de acusado de matar Roberta Dias e mantém julgamento pelo Tribunal do Júri em Penedo

arquivo - aquiacontece.com.br
Processo tramita no Fórum da Comarca de Penedo

O Poder Judiciário de Alagoas negou um recurso em sentido estrito interposto pela defesa de Karlo Bruno Pereira Tavares, apontado como autor material do assassinato e ocultação de cadáver de Roberta Costa Dias, crime registrado em Penedo em abril de 2012.

A defesa do acusado ingressou com o recurso pedindo a despronúncia de Karlo Bruno, o que significa reverter a decisão que reconheceu indícios de autoria do crime e enviou o caso ao Tribunal do Júri.

Em síntese, a defesa alegou que não há indicativo mínimo de autoria e que "toda a acusação está baseada em prova viciada, inconclusiva e produzida por pessoas interessadas em se livrar da presente acusação".

Em sua decisão, o juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins declarou que as circunstâncias dos fatos, sobretudo as que antecederam o desaparecimento da vítima, a partir das provas obtidas na instrução criminal e dos elementos do inquérito, constituem indícios suficientes de autoria.

“As falas atribuídas ao denunciado Karlo Bruno no áudio que a defesa alega ser prova ilícita – cuja tese foi refutada também na decisão de pronúncia - relatam a dinâmica dos fatos, desde os supostos atos preparatórios (retirada do som automotivo do gol preto, a colocação de uma enxada e de um fio de extensão no porta-malas), os atos executórios (suposta asfixia mediante o uso do fio de extensão), o local onde a suposta vítima foi enterrada ("Peba") e até mesmo o descarte do celular da vítima na rua da antiga emergência”, complementou o magistrado.

O juiz declarou ainda em sua decisão que havendo dúvida fundada sobre a autoria ou participação nos crimes imputados, cabe ao Tribunal do Júri dirimi-la. “Em sendo assim, existindo prova da existência do fato e indicativo mínimo de autoria, a acusação mostra-se admissível, viabilizando-se o julgamento pelo Tribunal do Júri”, finalizou.

Com essa nova decisão, aguarda-se agora que o julgamento seja marcado para que essa história possa ter um fim e a Justiça seja feita.

por Redação

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