28 Outubro 2021 - 10:42

Mesmo com autorização judicial, mãe de Roberta Dias não consegue sepultar restos mortais

Divulgação
Justiça autorizou nesta terça-feira (26) a liberação da ossada de Roberta Dias

Mesmo após o juíz Nelson Fernando de Medeiros Martins autorizar o Instituto Médico Legal (IML) a liberar os restos mortais de Roberta Dias, sua mãe, Mônica Reis, ainda terá que esperar mais para sepultar sua filha, assassinada em 2012.

A mãe de Roberta entrou em desespero por ter que esperar possivelmente até a próxima semana para realizar um velório digno de sua filha. Na última quarta-feira (26), ela esteve no fórum de Penedo e recebeu a informação de que seria necessária a retirada de uma nova certidão de óbito da vítima.

“Ontem o juiz liberou os restos mortais, fui no cartório e mandaram buscar a certidão de óbito. Eu fui, quando foi depois disseram que a certidão está cancelada. Fiquei com muita raiva e hoje fui ao fórum novamente e o juiz me explicou que tem que dar entrada no suprimento de óbito para fazer a certidão. Agora vou ter que esperar mais tempo porque tem esse feriado. Deveriam ter me explicado antes, aí fico nesse desespero”, explica Mônica Reis.

Justiça autorizou nesta terça-feira (26) a liberação da ossada de Roberta Dias pelo Instituto Médico Legal (IML). A decisão é do juiz Nelson Fernando de Medeiros Martins. Nesta mesma audiência, o Ministério Público de Alagoas (MP/AL) acrescentou à acusação a qualificação de feminicídio.

“Eu falei com a Mônica. Ontem teve audiência no processo criminal, em que o juiz determinou a liberação dos restos para sepultamento. Hoje ela foi ao Cartório para lavrar a certidão de óbito, mas não conseguiu por conta do prazo para a lavratura (na verdade, pelo que a mãe da Roberta comentou, a tabeliã fez a certidão, mas depois viu que tava fora do prazo e foi até a casa dela pegar de volta). Dei entrada no suprimento de óbito, com pedido de antecipação de tutela para autorizarem o sepultamento imediato, só que foi distribuída para a Vara em que o juiz pediu diligências antes de analisar a tutela antecipada, e a assessora disse que ele não decidiria antes de dar vistas ao MP. Como amanhã é feriado, eu já ajuizei de novo o pedido no plantão daqui da Circunscrição. Estou esperando dar uma folga no Júri que estou pra tentar falar com o Juiz plantonista para ver se ele decide ainda hoje”, explicou o defensor público de Penedo, Thiago Carniatto Marques Garcia.

Uma decisão judicial emitida no dia 20 de julho deste ano impediu que o sepultamento da jovem fosse realizado. De acordo com o juiz do caso, a ossada ainda interessava o processo. Amostras de fragmentos de ossos e dentes foram enviadas pelo setor de DNA do IML de Arapiraca para o Laboratório de Genética do Instituto de Criminalística (IC). A perita criminal realizou o confronto genético com o material biológico da mãe de Roberta, a Mônica Reis.

Roberta Costa Dias desapareceu em abril de 2012, quando tinha apenas 18 anos. Uma testemunha do rapto da jovem, inclusive, foi morta meses após o crime. A suspeita é a de que a jovem tenha sido assassinada após se recusar a interromper a gravidez de três meses.

por Estagiário sob supervisão da redação

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