07 Maio 2021 - 08:00

Cresce o número de conteúdos analisados nos três primeiros meses do ano

Agência Brasil
Coordenação de Política de Classificação Indicativa fez 2.113 análises nos três primeiros meses de 2021

Como saber se um filme, programa de televisão ou jogo eletrônico físico é indicado para a idade de seu filho? Essa é uma pergunta que a classificação indicativa responde após analisar o conteúdo desses produtos. No primeiro trimestre deste ano, as análises cresceram quase 20%, comparado ao mesmo período de 2020.

A Coordenação de Política de Classificação Indicativa, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, fez 2.113 análises nos três primeiros meses de 2021, enquanto em 2020 foram 1.773. Esses números se referem a filmes, plataformas de streaming, programas de televisão, jogos eletrônicos físicos e jogos de RPG.

Crescimento
A classificação indicativa em obras de plataformas de streaming teve um aumento de 42,6% na comparação com 2020. Foram analisados 87 filmes, séries e documentários de streaming no primeiro trimestre frente a 61 no ano anterior.

Nos jogos e aplicativos digitais, o aumento foi de 16,16%. Foram monitorados 1.703 jogos e aplicativos digitais em 2021 e 1.466, em 2020.

Atenção à classificação
Criada em 1990, a classificação indicativa presta aos pais e responsáveis informação sobre a faixa etária para a qual obras audiovisuais não se recomendam a partir da forma de apresentação de conteúdos e cenas relacionados, por exemplo, à violência, sexo, nudez e drogas.

Antes da exibição do conteúdo, aparece a informação se a classificação é livre para qualquer faixa etária, se é inadequado para menores de 10 anos, de 12 anos, entre outras idades.

Mãe de uma criança de 5 anos, Mariana Lopes, que vive em Hidrolândia (GO), contou que, em casa, a opção é por deixar a filha assistir conteúdo infantil em plataformas de streaming por considerar um meio mais seguro. E os pais ficam atentos à classificação indicativa que aparece na tela.

“Sempre que eu ou meu marido vamos colocar algo para a Helena, ficamos atentos a esse ‘L’, de livre, que é de acordo com a classificação etária do programa que ela vai assistir. Como ela tem 5 anos, quando ela vai assistir alguma coisa sozinha, procuramos sempre colocar com esse ‘L’ que é livre”, relatou Mariana Lopes.

Características
O coordenador de Política de Classificação Indicativa, da Secretaria Nacional de Justiça, Eduardo de Araújo Nepomuceno, explicou que o foco desse sistema é apoiar pais e responsáveis. “A política de classificação indicativa é de informação, não proíbe, não corta cenas, ela não impede o acesso à cultura, porque ela defende alguns princípios e direitos que são inalienáveis.”

“Falamos primeiro da liberdade de expressão, do direito de crianças e adolescentes terem acesso à cultura e ao lazer e também do direito aos pais de entender, compreender e escolher o que acham propício para seu núcleo familiar no que tange às obras audiovisuais”, completou.

De acordo com o Ministério da Justiça, o processo de classificação indicativa adotado no Brasil considera a responsabilidade da família, da sociedade e do Estado na garantia dos direitos à educação, ao lazer, à cultura, ao respeito e à dignidade à criança e ao adolescente. 

por Governo do Brasil

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