23 Maio 2019 - 09:15

Restauração traz novas perspectivas e ampliação de projetos na Escola Manoel André

Thiago Henrique
Luciano Barbosa descerra placa de entrega da reforma da Escola Estadual Manoel André

"Se há um caminho para mudar as desigualdades sociais e o futuro da juventude, é por meio da educação". Com essas palavras, o vice-governador e secretário da Educação, Luciano Barbosa, falou da importância da educação na vida dos jovens durante a cerimônia de entrega da reforma da Escola Estadual Manoel André, em Arapiraca, nesta quarta-feira (22).

Em seu discurso, o secretário lembrou aos presentes a diferença que um ambiente reformado faz no cotidiano escolar. "Hoje não é uma inauguração, é uma entrega, entregamos à população um aparato público. A partir desse momento, ele é de vocês, então cuidem dessa escola. Vejo aqui muitos jovens cheios de energia e de sonhos e, para tudo que vocês almejem, existe uma ferramenta indispensável: educação. Esse equipamento vai ajudá-los a superar dificuldades e abrir muitas portas no futuro", disse Barbosa.

O dia foi de festa para a comunidade escolar arapiraquense. Após sete anos de espera, a unidade recebeu uma estrutura digna para que os profissionais e estudantes possam dar continuidade às atividades pedagógicas realizadas no local. Desta vez, além dos reparos básicos, a unidade ganhou três novas salas de aula, paisagismo e um espaço para a realização de atividades físicas, antes praticadas numa praça do entorno.

A diretora-geral Adriana da Silva diz que o ambiente reformado traz um leque de novas possibilidades. "A reforma representa um reforço no âmbito de ensino e aprendizagem. Agora, podemos ir além dos projetos que já desenvolvíamos, pois temos o suporte adequado para isso", relatou.

Jaciara Vasconcelos, 17 anos, estuda na Manoel André há sete anos e lembra que as condições estruturais da unidade eram precárias: em época de chuvas, as salas sofriam com infiltrações e a maioria dos boxes dos banheiros não tinha portas. "Agora temos mais espaço no pátio, ganhamos uma biblioteca, e, no local onde só tinha terra, agora temos um jardim. A escola se tornou um local mais confortável", resumiu a estudante da 3ª série do Ensino Médio.

Projetos sustentáveis - Após capinagem e trabalho de paisagismo, os estudantes também ganharam um espaço para desenvolver os trabalhos que vinham planejando desde 2018. É o caso do trio Juliano Wesley, Eduardo da Silva e Victórya Albuquerque, que colocaram em prática projetos de preservação ambiental e sustentabilidade, levando benefícios alimentares e econômicos para a unidade de ensino.

Inspirado pelo trabalho de um biólogo sergipano, Juliano Wesley é responsável pela Aquaponia, projeto que busca diminuir a escassez de água e incentiva atividades práticas de química, biologia e física. A iniciativa consiste na construção de um aquário que irriga a plantação de pequenas hortaliças, como coentro e cebolinha. Com esse trabalho, Juliano representou a escola na Mostra de Ciências do Encontro Estudantil de 2018 e garantiu o primeiro lugar.

"Fizemos três tentativas até acertamos o modelo certo para a execução da aquaponia. É um projeto totalmente orgânico, excetuando-se o uso da bomba, que tem um consumo mensal de apenas R$ 5. O que é plantado aqui é usado na nossa merenda. O projeto serve também para que nós possamos ver na prática e de forma dinâmica, assuntos relacionados aos que estudamos em sala de aula", comentou Juliano.

Já os trabalhos de Eduardo da Silva e Victórya Albuquerque têm um objetivo em comum: a reutilização da água. A partir da observação do desperdício dos bebedores, ambos elaboraram projetos que buscam dar um novo destino e, de quebra, ajudam a reduzir o consumo da instituição.

"Junto com a professora de química, tivemos a ideia de utilizar a quantidade que seria desperdiçada para regar a horta da escola. A principal dúvida era o que seria plantado nesta horta e, então, foram sugeridas as plantas medicinais, que nos trazem alternativas naturais para problemas de saúde", contou Eduardo.

Por sua vez, Victórya Albuquerque desenvolve o trabalho de compostagem, também aplicado na horta. "Utilizamos os restos de comida para adubar a plantação, excetuando-se restos de frutas cítricas e ossos. Antes de aplicarmos o chorume, misturamos com a água reutilizada para que as plantas recebam a quantidade de adubo suficiente para se desenvolver de forma saudável", explicou a estudante.

Além dos três trabalhos acima citados, a escola realiza oficinas e palestras para alertar sobre os malefícios das drogas lícitas e ilícitas. Mayara Felix é a aluna que está à frente do projeto. "As oficinas têm uma abordagem ampla, o que inclui fotografia, música, artesanato, além de palestras com psicólogos”, disse Mayara.

por Agência Alagoas

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