Eleições 2018

Eleições 2018

Acompanhe aqui tudo que rola nos bastidores da política alagoana

Postado em 11/10/2018 07:43

Datafolha: Bolsonaro tem 58% dos votos válidos, Haddad tem 42%

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Datafolha: Bolsonaro tem 58% dos votos válidos, Haddad tem 42%
Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT)

O Instituto Datafolha divulgou hoje (10) resultado de pesquisa de opinião que indica que o candidato Jair Bolsonaro (PSL) tem 49% das intenções de voto e Fernando Haddad (PT) tem 36%. O número de eleitores indecisos ou que declaram votar em branco é de 8%. Seis por cento não souberam ou não quiseram responder. Considerando os votos válidos (sem nulos, brancos e indecisos), a vantagem de Jair Bolsonaro (58%) é de 16 pontos percentuais (42%).

Essa é a primeira pesquisa do Datafolha no 2º turno. O levantamento ouviu nesta quarta-feira 3.235 pessoas de 227 municípios. Como ocorria nas pesquisas do 1º turno, a margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. A margem de confiança é de 95%.

A pesquisa foi contratada pela Rede Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e estáregistrada no Tribunal Superior Eleitoral (BR-00214/2018), junto com detalhamento do questionário aplicado e com os locais de realização das entrevistas.

Apoio de presidenciáveis

Conforme o Datafolha, 63% dos eleitores decidiram o voto “pelo menos um mês antes” da eleição. Dez por cento dizem ter sido 15 dias antes; 8%, uma semana antes; 6%, na véspera e 12% no dia da eleição.

A pesquisa ainda levantou a opinião dos entrevistados sobre o destino do apoio dos demais presidenciáveis que disputaram o primeiro turno. No caso de Ciro Gomes (PDT), terceiro colocado no primeiro turno, 46% opinam que o apoio deveria ir para Fernando Haddad, e 40%, para Jair Bolsonaro.

No caso de Marina Silva (Rede), 43% apontam que o apoio deveria ir para Fernando Haddad, e 38%, para Jair Bolsonaro. No caso de Geraldo Alckmin (PSDB), 47% opinam que o apoio deveria recair para Jair Bolsonaro, e 37% para Fernando Haddad.

O Datafolha também verificou se o apoio dos presidenciáveis derrotados no primeiro turno poderia levar o entrevistado a escolher um dos dois candidatos. No caso de Ciro, 21% dos entrevistados admitiram votarem quem o candidato apoiasse. No caso de Marina, 11%; e no caso de Alckmin, 14%. 

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Postado em 10/10/2018 17:30

Eleita pelo PSDB como deputada federal por Alagoas declara apoio a Haddad (PT) no 2º turno

Assessoria
Eleita pelo PSDB como deputada federal por Alagoas declara apoio a Haddad (PT) no 2º turno
Vereadora Tereza Nelma

A vereadora Tereza Nelma, eleita pelo PSDB como deputado federal por Alagoas, declarou oficialmente nesta quarta-feira, 10 de outubro, que apesar das divergências históricas do seu partido com o PT, vai apoiar o candidato Fernando Haddad no 2º turno da disputa pela presidência da República.

Tereza Nelma justificou sua decisão declarando que é preciso garantir os direitos das minorias e proteger a democracia e que no cenário atual, apenas o candidato petista está disposto a se comprometer com essas causas que são de extrema importância para o povo brasileiro.

De acordo com o deputado federal reeleito Paulão, do PT, o deputado estadual Isnaldo Bulhões, eleito para a Câmara Federal pelo MDB de Alagoas, também já declarou apoio ao petista Fernando Haddad, que recebeu 44,75% dos votos dos alagoanos, contra 34,40% do seu oponente.

Por outro lado, o deputado estadual, que também foi eleito para a Câmara Federal, Sérgio Toledo (PR), declarou que seu candidato será Jair Bolsonaro porque sentiu que o povo clama por renovação e, no momento atual, isso representa apoio ao candidato do PSL.
 

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  • Juarez Antonio Infelizmente votei em uma comunista. Mas acredito que nos próximos anos nos eleitores nos lembraremos disso
Postado em 10/10/2018 11:00

Renan Filho reafirma apoio no segundo turno ao candidato Fernando Haddad (PT)

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Renan Filho reafirma apoio no segundo turno ao candidato Fernando Haddad (PT)
Ainda segundo Renan Filho, Fernando Haddad é o candidato mais preparado para trazer desenvolvimento para o Nordeste

O governador reeleito de Alagoas, Renan Filho (MDB), visitou nesta quarta, 10, as obras do viaduto da Polícia Rodoviária Federal. Na oportunidade, o chefe do Executivo estadual voltou a falar com a imprensa e reafirmou apoio a Fernando Haddad (PT), que vai disputar o 2º turno das eleições presidenciais com Jair Bolsonaro (PSL).

De acordo com o governador, o petista tem a cabeça aberta para os problemas do país e por isso tem condições de fazer um bom governo, preservando, principalmente, as conquistas sociais e fortalecendo a Educação pública, bem como o combate a corrupção.

“O segundo turno é importante porque os candidatos podem expressar, com um tempo melhor de rádio e televisão, e com clareza, suas propostas para melhoria do Brasil. O que o povo brasileiro quer é que o país saia dessa crise e volte a crescer, gerando emprego e renda”, complementou.

Ainda segundo Renan Filho, Fernando Haddad é o candidato mais preparado para trazer desenvolvimento para o Nordeste e proteção social para o mais pobre. “É preciso ouvir a maioria, mas um Governo não deve deixar garantir direitos para minoria. Nosso país precisa de alguém que tenha vivência com a política e cabeça aberta e essa pessoa é o Haddad”, finalizou.

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  • Penedense O que esperar de um Calheiros?
Postado em 09/10/2018 21:28

Em Penedo, Marcius e Ronaldo foram os grandes vitoriosos dessa eleição

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Em Penedo, Marcius e Ronaldo foram os grandes vitoriosos dessa eleição
Renan Filho, prefeito Marcius, senador Renan e vice-prefeito Ronaldo Lopes

Nas eleições do último domingo testemunhamos significativas mudanças no cenário político.

Embora em níveis estadual e nacional, os resultados dessa eleição não podem ser desvinculados da esfera municipal, porque nessa seara são avaliadas muitas competência políticas.

Em Penedo os dois principais grupos que se enfrentaram nas eleições municipais de 2016 tiveram resultados distintos nesse pleito.

O grupo do Prefeito Marcius e do Vice Ronaldo Lopes deu uma expressiva votação com mais de 5 mil votos para o candidato a deputado estadual Marcelo Beltrão, irmão do Prefeito, que obteve êxito e saiu das urnas com um mandato na Assembleia Legislativa.

Já para a Câmara Federal, o grupo se dividiu e apoiou Marx Beltrão e Ronaldo Lessa que somados alcançaram um total de 7.565 votos. Ambos tiveram votações superiores as obtidas em 2014.

Sem dúvida o grupo governista sai bastante fortalecido das eleições deste ano.

O grupo do ex-prefeito Alexandre, sua esposa Ivana Toledo e o vereador Nelsinho, que inclusive tinham a Codevasf ao seu lado, dividiu-se no apoio a candidatos a deputado estadual. A maior parte desse grupo apoiou o candidato Bruno Toledo que viu sua votação diminuir de 2014 para 2018 na cidade dos rochedos. Os Azevedos (nelson pai e nelson filho) apoiaram o candidato Francisco Sales e também não tiveram uma boa votação. O somatório dos votos para deputado estadual do grupo ficou em 2.264 votos.

Para deputado federal todos caminharam junto com o deputado Arthur Lira que amargou uma 4ª colocação no quadro geral em Penedo, tendo um total de 2.280 votos.

Derrota de Biu e reeleição de Renan Calheiros

Por fim, o grupo teve Benedito de Lira como candidato ao Senado, derrotado. Sem sombra de dúvida, essa foi a maior derrota do grupo que viu o senador Biu amargar a 4ª colocação com menos da metade dos votos do senador Renan Calheiros, que foi reeleito mais uma vez.

Ao contrário do grupo governista, a oposição amargou números negativos além de perder sua maior força, o senador Benedito de Lira. E os reflexos do número de votos obtidos parece já causar consequências exteriorizadas no Diário Oficial da União. 

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  • Julia É o fim dos Toledos....
  • Pedro José Mais uma derrota na conta
  • Lucas O Grupo Do Prefeito e do vice é o melhor para Penedo!! Ronaldo Lopes é um bom nome para ser o futuro prefeito!!
  • Anderson Henrique Marcius e Ronaldo são 2 guerreiros e merecem com certeza os resultados que conseguiram
  • Ykson Parabéns aos envolvidos, Isso é o reflexo do primoroso trabalho realizado na gestão de Penedo, através de Marcuis Beltrão e Ronaldo Lopes.
  • Rafael foi uma previa do que vai acontecer em 2020! tenho certeza que ronaldo sera nosso proximo prefeito
  • João penedo ja fechou a porta para os toledos!
  • Rosiane ronaldo sera o proximo prefeito de penedo com fé em Deus
  • Jean Com Messias da Filó na Agricultura a Zona Rural começa a mudar é nova esperança.
Postado em 08/10/2018 09:24

Veja sucessos e insucessos para a Câmara dos Deputados

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Veja sucessos e insucessos para a Câmara dos Deputados
Filho de Eduardo Campos é campeão de votos para deputado em Pernambuco

Com apenas 24 anos, João Campos (PSB), filho de Eduardo Campos - que governou Pernambuco por dois mandatos e faleceu em 2014 -, enquanto concorria à Presidência da República pelo PSB, está em primeiro lugar na lista de deputados federais de Pernambuco. Ele obteve uma grande votação: 459.811 votos.

Outro membro da família Arraes, Marília Arraes (PT), obteve 192.628, e está em segundo lugar entre os mais votados. Os dois fazem parte da tradicional elite da política local. O bisavô do agora deputado eleito era o político Miguel Arraes, também governador do estado. Arraes combateu e foi perseguido pela ditadura militar, sendo responsável pela refundação do PSB após o período de abertura democrática.

Após a morte do pai, João Campos ganhou notoriedade no partido e no cenário local. Enquanto ainda cursava a faculdade de Engenharia, o neto da ministra do Tribunal de Contas da União (TCU), Ana Arraes, assumiu em 2016 a chefia de gabinete do governo de Pernambuco, comandado por Paulo Câmara, governador reeleito, aliado de Campos. A vaga no Congresso conquistada hoje é o primeiro cargo eletivo disputado por João Campos.

Insucessos

Já o filho do senador e ex- presidente Fernando Collor, Fernando James Braz Collor de Mello, teve 16.152 e ficou em 17° lugar. Foi a primeira vez ele concorreu a um cargo em nível nacional. São apenas oito vagas para a Câmara dos Deputados em Alagoas.

Rio de Janeiro

Os filhos de políticos presos pela Lava Jato no Rio de Janeiro não conseguiram um bom resultado na disputa pela Câmara. Danielle Cunha, filha de Eduardo Cunha, e Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, ambos candidatos do MDB, ficaram mal posicionados no ranking e não conseguiram se eleger. Leonardo Picciani, filho de Jorge Picciani, também não conseguiu voltar a Brasilia. O filho do prefeito Marcelo Crivella não se elegeu deputado federal. A filha do candidato cassado Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho, obteve a reeleição. Seu irmão, Wladimir Garotinho, também estará na Câmara dos Deputados em 2019.

Cristiane Brasil (PTB) perdeu a reeleição. Ela não pode assumir o Ministério do Trabalho por ter sido alvo de uma série de acusações. Ao contrário dos filhos do presidenciável, campeões de votos em São Paulo para a Câmara e no Rio de Janeiro para o Senado, a ex-mulher de Bolsonaro Cristina Bolsonaro (Pode) não conseguiu se eleger deputada.

Ainda no Rio, o PSOL enviará para a Câmara dos Deputados Marcelo Freixo, deputado estadual e ex-candidato à Prefeitura do Rio, que foi o segundo mais votado no estado: 342.491. Em primeiro lugar, está Hélio Fernando Barbosa Lopes, do PSL - partido do presidenciável Jair Bolsonaro - com 345.234.

Aécio e Gleisi

Dois senadores adversários, ambos envolvidos na Lava Jato, que optaram por tentar a Câmara, foram bem sucedidos: Aécio Neves (PSDB-MG), que recebeu mais de 50 milhões de votos para a Presidência em 2014, contabilizou agora modestos 106 mil votos. Já Gleisi Hoffmann (PT-PR) conquistou o dobro de Aécio, cerca de 212 mil.

Assim como o senador Aécio Neves (PSDB-MG), Gleisi Hoffmann optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Ex-ministra da Casa Civil no governo Dilma Rousseff, um dos cargos mais importantes do governo, a senadora de 53 anos poderia se candidatar à reeleição este ano, mas nos últimos tempos viu a sua popularidade cair devido a denúncias de corrupção e à rejeição dos eleitores paranaenses ao PT.

Presidenta nacional do partido, ela assumiu a linha de frente da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba. Gleisi foi absolvida em junho deste ano pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo relativo à candidatura ao Senado em 2010, mas ela ainda é alvo de outras investigações.

Junto de Lula e outros ex-integrantes do ministério, ela foi denunciada no último dia 30 de abril, com base em delações premiadas de executivos da empreiteira Odebrecht. A acusação é de que a construtora teria fechado um acordo no qual seria beneficiada em troca de propina para a campanha de 2014. Criticando a atuação da Procuradoria-Geral da República, Gleisi e o PT negam as acusações. Ela diz que as denúncias não têm provas e foram obtidas a partir de delações "negociadas com criminosos" em busca de benefícios penais.

Assim como a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), Aécio Neves optou por disputar uma vaga na Câmara dos Deputados. Neto do ex-presidente eleito Tancredo Neves, Aécio foi governador de Minas Gerais por dois mandatos, depois de ocupar quatro mandatos seguidos como deputado, chegando a presidir a Câmara no início dos anos 2000.

Em maio do ano passado, após virem a público gravações de conversas com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, o capital político do ex-governador de Minas Gerais caiu bastante. Nos áudios, o parlamentar se refere a colegas do Congresso Nacional com palavras de baixo calão. A principal acusação é de que o tucano teria recebido R$ 2 milhões em propina de Joesley. O inquérito em que é acusado de corrupção e obstrução de Justiça já foi recebido pelo STF, que ainda não julgou o tema.

Alvo de outros inquéritos no Supremo, o parlamentar nega as acusações. Segundo ele, o repasse do dinheiro era fruto de um empréstimo para pagar seus advogados. Na época, Aécio era presidente nacional do PSDB e se afastou do cargo. Em outubro do ano passado, o Senado decidiu reverter a decisão da Primeira Turma do STF que determinava seu afastamento parlamentar e recolhimento domiciliar noturno. 

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Postado em 05/10/2018 08:34

Ao vivo, Guilherme Boulos critica TV Globo e viraliza na web

Reprodução
Ao vivo, Guilherme Boulos critica TV Globo e viraliza na web
Guilherme Boulos (PSOL)

O debate com os presidenciáveis da TV Globo que aconteceu na noite desta quinta-feira (4), o último confronto direto entre os candidatos antes do primeiro turno que acontecerá no próximo domingo (7), ficou marcado por uma crítica de Guilherme Boulos à emissora carioca.

Na ocasião, o postulante ao Planalto pelo PSOL criticou e alfinetou a propaganda que diz que o “agro é pop”.

“Dizem que o agronegócio carrega o país nas costas, mas é o contrário. O país carrega o agronegócio nas costas com exonerações de impostos generosas. Ao contrário do que se diz aqui na Globo, o agro não é top, é tóxico e mata”, afirmou.

Em seu tempo de fala, Boulos lembrou os perigos que a democracia brasileira está correndo com candidatos que aludem a torturadores e à ditadura.

“Faz 30 anos que esse país saiu de uma ditadura. Muita gente morreu e foi torturada. Tem mãe que não conseguiu enterrar seu filho até hoje. Meu sogro me contou as torturas que sofreu. Se você vai poder votar é porque teve quem deu a vida por isso”, ressaltou o candidato, afirmando que “DITADURA, NUNCA MAIS!”.

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Postado em 02/10/2018 15:22

Fake news: TRE/AL desmente boatos sobre “voto parcial”

O Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas (TRE/AL) desmente uma notícia falsa que está em circulação nas redes sociais informando sobre a possibilidade de um “voto parcial”, que resultaria na anulação dos demais votos sequentes. Voto parcial não existe e os eleitores devem votar em todos os cargos, ainda que anulem ou votem branco.

O eleitor pode votar em um candidato, em nulo ou em branco para o cargo que quiser, pois não há nenhuma restrição para isso. No caso de uma eventualidade, como o eleitor passar mal e tiver votado apenas no primeiro cargo (deputado federal), o voto que ele tiver registrado será contabilizado normalmente e os demais que ele não registrar serão considerados nulos. Ao teclar o “confirma”, se efetiva o registro de cada escolha feita pelo eleitor, seja para os votos válidos, nulos ou brancos.

Também no raro caso de a urna travar, o voto do eleitor que estava em procedimento é reiniciado. Portanto, todo conteúdo da mensagem que está sendo propagada pelas redes sociais sobre "voto parcial" é FALSO.

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Postado em 01/10/2018 13:51

Avaliação positiva de Haddad (PT) foi a que mais cresceu entre os presidenciáveis, segundo pesquisa

A aprovação aos principais candidatos à Presidência da República teve leve alta em setembro, aponta o Barômetro Político Estadão-Ipsos, que avaliou 25 nomes de destaque no cenário nacional. A candidata Marina Silva (Rede) tem o maior índice positivo, com 30%, mantendo o resultado de agosto. Em seguida, está Jair Bolsonaro (PSL), com 28%, quatro pontos percentuais acima do que em agosto (24%).

“A campanha, nesse período de eleição, mudou algumas tendências para os nomes mais famosos de presidenciáveis. Todos eles melhoraram em aprovação”, analisa Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos Public Affairs.

Ciro Gomes (PDT) tem 26% de aprovação em setembro, contra 18% no mês anterior. A avaliação positiva de Fernando Haddad (PT) foi a que mais cresceu entre os presidenciáveis, de 8% em agosto para 25%. Geraldo Alckmin (PSDB) também cresceu: de 17% para 23%. Álvaro Dias (Podemos) passou de 9% para 12%, Henrique Meirelles (MDB) cresceu de 5% para 10%, João Amoêdo (Novo) subiu de 3% para 6%, Guilherme Boulos (PSOL) passou de 3% para 4%.

Vera Lúcia (PSTU) tem 4%, Cabo Daciolo (Patriota) tem 3%, João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) marcaram 2%.

 “É difícil se manter em exposição por quatro anos, mas quando você está em exposição você constrói uma imagem. As principais lideranças talvez devessem ter falado mais ao longo dos últimos anos, entre um período eleitoral e outro, sedimentado mais sua imagem”, avalia Cersosimo.

O ex-presidente Lula lidera entre os mais aprovados, com 48%, seguido do juiz Sergio Moro, com 38%.

Desaprovação da atuação

Por outro lado, os percentuais de desaprovação tiveram leve queda. Entre os presidenciáveis, Geraldo Alckmin lidera com 65%, contra 70% no mês anterior. Jair Bolsonaro aparece em seguida com 64% (contra 61% em agosto).

Marina Silva passou de 61% para 60%, Ciro Gomes de 65% para 57%, Henrique Meirelles de 60% para 56%, João Amoêdo de 44% para 52% e Fernando Haddad de 59% para 50%.

Álvaro Dias teve aumento de rejeição, de 48% para 57%. O índice de desaprovação de Guilherme Boulos também cresceu de 47% para 49%.

O presidente Michel Temer (MDB) continua liderando o índice de rejeição, com 93%. Em setembro, o resultado foi de 94%.

O Barômetro Político integra o estudo Pulso Brasil realizado mensalmente pela Ipsos. A pesquisa entrevistou presencialmente 1.200 pessoas em 72 cidades do Brasil entre 1º e 14 de setembro. A margem de erro é de três pontos percentuais.

Sobre a Ipsos

A Ipsos é uma empresa de pesquisa de mercado independente, presente em 89 países. A companhia, que tem globalmente mais de 5.000 clientes e 16.600 colaboradores, entrega dados e análises sobre pessoas, mercados, marcas e sociedades para facilitar a tomada de decisão das empresas e das organizações. Maior empresa de pesquisa eleitoral do mundo, a Ipsos atua ainda nas áreas de marketing, comunicação, mídia, customer experience, engajamento de colaboradores, opinião pública e coleta de dados. Os pesquisadores da Ipsos avaliam o potencial do mercado e interpretam as tendências. Desenvolvem e constroem marcas, ajudam os clientes a construírem relacionamento de longo prazo com seus parceiros, testam publicidade e medem a opinião pública ao redor do mundo. 

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Postado em 27/09/2018 15:23

Ex-vice de Collor declara voto em Renan Filho e senador Renan

Tribuna Independente
Ex-vice de Collor declara voto em Renan Filho e senador Renan

Ex-candidato a vice-governador na chapa oposicionista de Fernando Collor (PTC), Kelmann Vieira (PSDB) vai marchar com a reeleição de Renan Filho (MDB) e Renan Calheiros (MDB), ao Senado. Em sua decisão pesou a candidatura de sua esposa, Flávia Cavalcante (PRTB), para a Assembleia Legislativa Estadual (ALE) e, em certa medida, descontentamento com a postura de boa parte do ninho tucano no processo eleitoral deste ano.

 À Tribuna, o vereador de Maceió – e presidente da Câmara Municipal – disse: “Quem me ajudou a ser vereador foi minha esposa. Agora posso me dedicar integralmente ao projeto dela”.

Kelmann Vieira renunciou à candidatura de vice no último dia 15, o seguinte à desistência de Fernando Collor. A coligação PSDB, DEM, PROS, PTC, PSC, PRB e Progressistas indicou como substitutos Pinto de Luna (PROS) e Jorge VI (PSDB), como governador e vice, respectivamente.

A decisão do presidente da Casa de Mário Guimarães se tornou pública na mesma semana em que o prefeito de Maceió Rui Palmeira – presidente estadual do PSDB – decidiu participar com mais empenho na campanha.

Questionado se sua opção de voto gerou algum atrito dentro do PSDB, o vereador compara sua situação a de Cibele Moura, candidata à deputada estadual pelo partido, mas apoiadora da reeleição do governador Renan Filho. Cibele Moura preside a ala jovem do PSDB.

“Então ninguém pode cobrar de mim nada nesse aspecto. Só sou leal se tiver reciprocidade”, diz Kelmann Vieira que reclama da postura do ex-governador Teotonio Vilela Filho diante de sua candidatura a vice-governador na chapa com Fernando Collor. “Até Teotonio disse que não votava em mim para vice”.

Ele também reclama da postura de dirigentes tucanos em relação a sua indicação na chapa ao Governo do Estado.

“O tempo todo, alguns membros do PSDB tentaram desqualificar minha candidatura. Então, não havendo respeito, não pode cobrar de mim respeito”, diz Kelmann Vieira. Questionado se ficou alguma rusga entre ele e o partido, o vereador crava: “Lógico”.

Assim que o nome do ex-presidente Fernando Collor foi anunciado como o candidato da coligação, Teotonio Vilela Filho divulgou nota dizendo que não votaria no ex-presidente. À Tribuna, em resposta ao presidente da Câmara Municipal, o ex-governador disse que “não foi o Kelmann que eu não apoiei, não apoiei a candidatura do Collor. Se o candidato ao governo fosse Kelmann, teria tido o meu apoio, não só porque é do meu partido, mas porque é um político confiável e com trabalho comprovado na política alagoana”.

O PSDB não quis comentar a escolha de voto ao Governo do Estado do parlamentar. Além de votar em Renan Filho, a relação estremecida entre o presidente da Casa de Mário Guimarães e o PSDB pode ter mais desdobramentos.

Parlamentar está com o pé fora da legenda tucana
Se depender do vereador Kelmann Vieira, na próxima janela partidária ele deixa o PSDB. A postura de dirigentes da legenda com a candidatura ao Governo do Estado o deixou desconfortável no ninho tucano.

“Do PSDB tenho uma admiração por Rui que sempre foi leal comigo, mas esses outros dirigentes que andaram se posicionando jamais terão lealdade minha porque não houve respeito por mim e pela minha história de vida”, diz o presidente da Câmara Municipal de Maceió. “Sempre foi muito correto comigo e tenho muito respeito por ele”, completa.

Sobre sua saída, ele enfatiza que antes de tomar um novo rumo terá uma conversa com o prefeito da capital alagoana, que preside a legenda em Alagoas.

“Eu sempre vou me posicionar de acordo com minhas convicções porque não tenho rabo preso com ninguém. Essa decisão será antes discutida com o prefeito Rui a quem estimo muito. Mas volto a dizer, não me sinto bem nesse partido”, comenta.

Para ele, o tratamento dado por boa parte do PSDB à candidatura majoritária que fez parte lhe ofendeu a honra.

“Não respeitaram minha história de vida. Tenho uma vida de muito trabalho. Tudo que consegui foi com muito trabalho e estudo e minha honra não será manchada por ninguém que queira usar o partido para benefício próprio”, afirma Kelmann Vieira.

O anúncio de Rui Palmeira de que não seria candidato ao Governo do Estado, em março deste ano, gerou dificuldades ao grupo oposicionista em definir um nome substituí-lo. Muitas especulações surgiram, inclusive o nome de Kelmann Vieira. Porém, e segundo o próprio, o Progressistas o vetou.

Assim como a escolha de Fernando Collor, sua presença como vice também ocorreu no limite do prazo para as convenções partidárias, as quais não contaram com a presença de nenhum grande nome do PSDB, exceto o prefeito de Arapiraca Rogério Teófilo.

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Postado em 25/09/2018 11:06

Oposição usa tempo de candidato a governo para atacar Renan Calheiros

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Oposição usa tempo de candidato a governo para atacar Renan Calheiros
PSDB escala Rui Palmeira para ocupar espaço que seria de Pinto de Luna

Utilizando o tempo do candidato ao governo nas inserções de rádio e TV destinadas à apresentação das propostas de José Pinto de Luna (PROS) ao governo, o prefeito Rui Palmeira foi ao ar atacar o senador e candidato à reeleição Renan Calheiros (MDB), líder nas pesquisas de intenção de voto para o Senado em Alagoas.

De forma gratuita, Rui Palmeira aponta as denúncias feitas por delação premiada nas investigações da Operação Lava Jato para tentar convencer o eleitorado a não votar no candidato do MDB. O prefeito sequer faz menção a qualquer proposta ou qualquer motivo pelo qual o eleitor alagoano deveria votar em outro candidato.

Também esquece que o candidato para o qual pede votos em outras inserções da propaganda eleitoral, Benedito de Lira, também foi denunciado em vários processos resultantes da Operação Lava Jato. No caso de Lira, os autores das denúncias não foram os empresários que tentavam reduzir suas punições apontando um alvo antigo das perseguições da Polícia Federal, mas os vastos indícios de que Benedito de Lira e seu filho, o deputado federal Arthur Lira (PP), comandavam uma série de falcatruas visando o desvio de recursos públicos.

Depois de uma desastrosa articulação para viabilizar as candidaturas ao Senado de Benedito de Lira e Rodrigo Cunha (PSDB), quando Rui Palmeira precisou se aliar a Fernando Collor de Mello (PTC) - outro campeão de processos do Supremo Tribunal Federal (STF) - e lançar uma infrutífera candidatura ao governo para abrir palanque para seus candidatos, o prefeito agora invade o tempo de Pinto de Luna, coadjuvante que substituiu Collor após sua desistência, para tentar evitar que Benedito de Lira perca seu mandato e seja, consequentemente, preso pela Polícia Federal.

Usando o tempo do candidato ao governo e consciente da ilegalidade das inserções com críticas ao senador do MDB, chapa de oposição busca evitar que o tempo atingido pelo direito de resposta iminente seja o dos candidatos ao Senado. Ou seja, previamente derrotado, Luna teve seu tempo no rádio e TV sacrificado para que sua coligação tente salvar da cadeia um candidato ao Senado.

Corrupção

A estratégia desesperada na reta final da campanha eleitoral deste ano se deve ao desempenho medíocre do senador do PP nas pesquisas eleitorais. Com apenas 23% da intenção de voto, Benedito de Lira aparece em terceiro lugar e vê se aproximar o fim de imunidade parlamentar, bem como as grades da prisão.

Em agosto de 2015, Benedito e Arthur Lira foram denunciados pela Procuradoria Geral da República (PGR) por envolvimento no esquema de corrupção investigado pela Operação Lava Jato. De acordo com a declarações feitas à Justiça pelo ex-presidente da Petrobras, Paulo Roberto da Costa, Benedito teria recebido propinas de até R$ 1 milhão decorrentes de sobrepreços em contratos da estatal. A denúncia também rendeu um pedido de afastamento feito ao STF pela Polícia Federal.

Em dezembro de 2016, a Justiça Federal no Paraná determinou o bloqueio de R$ 10,4 milhões em bens do senador, a pedido da Advocacia Geral da União (AGU), em decorrência de uma ação por improbidade administrativa movida pela AGU contra Benedito a partir da Operação Lava Jato. Ele é acusado de ter usado recursos oriundos do esquema de propinas investigado pela Polícia Federal, relacionados aos desvios na Petrobras, para pagar despesas da desastrada campanha ao governo em 2014.

Na ação, a AGU solicitou ainda a perda de mandato e a suspensão dos direitos políticos do senador pelo período de dez anos. A ação ainda tramita e pode resultar na cassação de Benedito. Em abril deste ano, a Justiça Federal no Paraná negou recursos apresentados pelo senador.

Atualmente, Biu responde a pelo menos três processos no Supremo Tribunal Federal (STF), sob os números 0000048-45.2015.1.00.0000, 0000063-14.2015.1.00.0000 e 0000068-36.2015.1.00.0000, por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Caso fique sem mandato a partir de 2019, os processos referentes à Operação Lava Jato deverão ser enviados para a Justiça Federal em segunda instância, a mesma que já determinou as prisões de dezenas de políticos e empresários envolvidos, como o senador, nos crimes contra a Petrobras. 

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  • Guerreiros de Alagoas A gestão Rui Palmeira até agora foi a unica que não deu o devido valor ao funcionário público sempre usando a crise para se desculpar pelo fraco desempenho e sem conseguir fazer o de frente pra lagoa, promessa que não irá cumprir nem em Dubai, sem as promessas mirabolantes não teria vencido Cícero.