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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 06/02/2019 15:14

UPA e Hospital Regional de Penedo: Exceções no meio do caos

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UPA e Hospital Regional de Penedo: Exceções no meio do caos

Previamente, sem alimentarmos grandes expectativas, fomos tomados por um sentimento de admiração ao adentarmos na UPA e Hospital Regional. Sobraram razões para a nossa agradável surpresa, quer a nível nacional, quer restrita às deficiências locais de assistência à saúde. Quem não fica sensibilizado ao se deparar numa ilha de eficiências, cercada por um continente, como nos mostram os meios de comunicação, sobrecarregado com as mais generalizadas carências hospitalares? Os hospitais, réplicas de campos de concentração, não cessam de exibir cenas dantescas. Os corredores estão sempre abarrotados de pacientes abrasados por insuportável calor, deitados em camas e macas. Para completa o quadro de horrores, parturientes, com frequência, sem o esperado atendimento, dão a luz, animalescamente, no chão.

No que tange a nossa realidade penedense, embora não tenhamos chegado a tanto, queremos acreditar, não tínhamos como apontar ressalvas ou fazer elogios. O Hospital Regional de anos atrás, por exemplo, quem transitasse por seus corredores, especialmente nas imediações das enfermarias, sentia-se nauseado com o cheiro de remédios e outras coisas mais, não sabemos se de lençóis sujos, era um convite a uma rápida saída. Não bastasse esse quadro de penúria, fétido e nauseabundo propício às temidas e letais infecções hospitalares, vivíamos uma verdadeira vergonha, mormente no atendimento de urgência e emergência. Os pacientes, na maioria das vezes, eram mandados para Arapiraca ou Maceió. A impressão que tínhamos era que o atendimento médico estava restrito ao simples curativo. Encontrava-nos numa situação inversa ao Penedo de antigamente quando para aqui todo o baixo São Francisco acorria em busca de cuidados médicos.

Felizmente, estamos a ver o ressurgimento de uma alvissareira atenção para a assistência médica. Nesse sentido, o nosso primeiro impacto para interromper o recente passado que chegava a nos humilhar, foi quando tivemos a oportunidade de conhecer a UPA. Custou-nos acreditar no que víamos. Desde o início ao final da consulta, tudo respira ordem. Para tanto, segundo um quadro esclarecedor na sala de espera, a primazia no atendimento dá-se segundo a gravidade do caso de cada paciente, previamente avaliado. Mas somente isso não bastou para nos causar uma boa impressão se não tivéssemos constatado, além da competência profissional, o bom atendimento por todos os funcionários que preenchem seus quadros, do médico ao mais modesto servidor.

Por sua vez, o outrora caricatura de hospital, o enfermo a exalar mau cheiro, o Regional, resolveu remoçar. Desde a guarita, já desperta alguma imponência. Espaço interior bem cuidado, jardim e estacionamento isentos de lixo, é um aceno de sua recuperação. É muito agradável ver que algo que estava em situação de calamidade soube driblá-la e encontrar os meios para vencê-la com persistência. A sua mais recente intervenção para remover uma de suas partes mais feias e desconfortáveis deu-se na ala de ortopedia. Tivemos a curiosidade de conhecer suas novas dependências, o que fizemos com a ajuda de um gentil funcionário, explicando-nos a finalidade de cada uma. Agradou-nos o que vimos. O que mais nos deixou entusiasmados, no entanto, foi a informação de que algumas cirurgias ortopédicas estavam sendo realizadas. De imediato tivemos a convicção de que Penedo finalmente, deligou a marcha-ré e engrenou para frente em busca dos melhores objetivos para a saúde. Aliais, temos que admitir, o complexo Santa Casa de Misericórdia de Penedo, ultimamente, graças a sua competente administração, estar a navegar com vento favorável. A proposito, outros empreendimentos, fomos informados, encontram-se em curso, como a implantação de um curso de pós-graduação do SUS na área de urgência e emergência.

Esperamos que assim continuemos a caminhar, vez que nunca devemos por termo ao nosso itinerário. UPA e Hospital Regional, nesse sentido, obtido alguns louros, deverão continuar a conquistar outros na direção do melhor atendimento de seus pacientes.
 

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  • Eduardo Regueira Boa noite João, em nome de nossa diretoria quero agradecer por suas palavras sobre a nossa instituição. Estamos trabalhando para trazê a modernidade e com isto resgatarmos a referência em Medicina que perdemos ao longo dos anos. Grande abraço.
Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 22/01/2019 16:02

A expectativa das organizações locais para 2019

É quase unanimidade entre os economistas que o desempenho da economia depende de sua expectativa futura, seja imediata ou não. De acordo com pesquisa recente, 65% dos entrevistados esperam que o ambiente econômico do Brasil apresente melhoria a partir de 2019 e este percentual de otimismo vem aumentando pesquisa a pesquisa, ao contrário de anos anteriores, quando os entrevistados tinham uma visão pessimista sobre o ambiente econômico do país.

Esta expectativa do cenário econômico orienta os dirigentes empresariais para projetarem seus planos organizacionais para os próximos três a cinco anos, conhecido como planejamento estratégico. Uma variável comum do planejamento estratégico de todas empresas, no ambiente negocial, é o montante de recursos financeiros que circulará na localidade no futuro e é a partir desta perspectiva, que os objetivos de cada organização são definidos.

A análise das origens dos recursos financeiros que giram no município é que determinará a previsão de acréscimo ou não, do numerário disponível para a realização dos negócios locais e consequentemente a melhoria ou estagnação do ambiente organizacional. Embora esta análise inicial seja subjetiva, caso não exista algum órgão ou associação local que realizem pesquisas sobre esta movimentação, uma visão da participação pública ou privada na origem dos recursos que serão injetado na localidade e onde serão aplicados poderá auxiliar nesta visão futura da economia local.

A indústria e o turismo são segmentos que provocam a entrada de recursos financeiros oriundos de outras praças e suas receitas movimentam a economia onde estão localizados. A agricultura pode, também, estar incluída neste segmento, desde que comercialize seus produtos também fora do município. Já o segmento de serviços, apenas empresas ou profissionais do segmento de saúde, que recebem recursos de planos de saúde ou de convênios com órgãos públicos, também é uma fonte geradora de recursos externos. Geralmente, de acordo com o porte do município, a prefeitura é a instituição que mais recebe recursos de fontes externas, através dos diversos repasses de órgãos federal e estadual. As outras entidades públicas, instaladas no município, também tem esse mesmo processo gerador de receitas, através dos salários pagos aos seus servidores. Deve-se considerar, também, o pagamento de aposentarias e programas sociais do governo federal, que também movimentam a economia local.

As empresas do segmento do comércio são as mais dependentes do nível do fluxo de recursos que gira no local onde elas funcionam, pois seu crescimento depende, prioritariamente, do volume de recursos financeiros que ingressará na praça e este volume provocará o aumento ou diminuição das vendas, no primeiro caso estimulará o aumento da concorrência e em caso contrário o fechamento das empresas menos eficientes.

Como o resultado da pesquisa aponta a média brasileira, qual seria o resultado desta pesquisa no nosso município, depois de consideradas as diversas variáveis aqui rapidamente tratadas; acima ou abaixo dos 65% de otimismo geral? Com a palavra nossos empresários e suas associações.
 

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João Pereira

João Pereira

Advogado, escritor e atento observador da política

Postado em 16/01/2019 14:59

João de Deus ou do Diabo?

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João de Deus ou do Diabo?
João Teixeira de Farias, conhecido por João de Deus

Sabermos que existem duas realidades conflitantes, intrínsecas ao homem, é uma coisa, mas quando alguém acena com uma indiscutível respeitabilidade, em seus afazeres, especialmente quando no campo da espiritualidade, custa-nos acreditar que na obscuridade conviva com o anjo e o demônio. O personagem acima, João Teixeira de Farias, conhecido por João de Deus por suas curas pretensamente milagrosas, encaixa-se perfeitamente numa personalidade que carrega dentro de si, de uma forma latente, o bem e o mal.

Nunca antes tivemos oportunidade de ver seu rosto. Não conseguimos no mesmo vislumbrar uma aura de simplicidade e humildade, gestos compatíveis com a sua missão de curar, levar o consolo e alegria ao próximo. Seu olhar vivo lembra-nos mais de uma ave de rapina e o seu corpo atarracado, bem compatível com um reprodutor, de indivíduo portador de uma incontrolável libido que na sua ânsia de alivia-la chega ao extremo de praticar o incesto.

A história relata-nos, durante as guerras, as mais brutais atrocidades, compreensíveis até certo ponto, uma vez que está em jogo, reciprocamente, a vida do litigantes. Bem diferente é quando alguém considerado depositário de total confiança pela nobre missão de seu ofício, abusa e trai, de forma abominável, da ingenuidade e fragilidade de seus pacientes. O relato de uma das vítimas feito no programa do Fantástico de 16/12/2018, comprova, indubitavelmente, que o João de Deus, divinamente diabólico, pervertido com uma lascívia aprorejar-lhe dos pés à cabeça, ter uma personalidade diametralmente aposta de quem se diz portador de uma missão espiritual. Deslavadamente pede ao pai da moça que fique de costa para que pudesse manipular suas partes intimas. Um canalha despudorado até a medula.

Obscuros são os disfarces do seu curandeirismo. De cara, deve ser descartado o espiritismo que se funda no princípio de que o que recebemos de graça, da mesma forma deve ser retribuído. Certamente a parapsicologia tem condições de desvendá-lo. O que não pode ser descartado, seja qual for o método, é a fé, responsável pelas curas.

Em resumo, diante dessa mistura entre o profano e nada sagrado das atividades pseudo espírita do João patológico, perguntamos: quem é o mentor de seus trabalhos? Seguramente não é uma entidade angelical. Em sentido inverso, face ao crescente número de mulheres que alegam ter sido abusadas sexualmente pelo reprodutor João da lascívia, só pode ser, sem nenhuma dúvida, um anjo taurino que o inspira, inconscientemente, estar predestinado a povoar o universo com a abundancia de seus espermatozoides.

Até o presente, com novos relatos que o apontam como traficante de crianças e cárcere privado, o João não merece a alcunha de Deus, mas de uma figura puramente diabólica.
 

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Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 27/12/2018 08:13

O desafio da produtividade

Uma das preocupações de todos os empresários, assim que a empresa inicia suas operações, deveria ser o desempenho produtivo de sua mão-de-obra, pois depende deste recurso intangível a produção esperada pela capacidade tangível instalada.

Mas as empresas que tendem a se preocupar com índices de produtividade, lucratividade, retorno do capital empregado e outros, são as que estão no segmento de média empresa para cima, pois o ambiente competitivo desses segmentos não perdoa as que apresentem índices distanciados da média setorial.

Quando observamos as empresas que estão incluídas nos segmentos de pequena e micro empresa, notamos que uma parcela significante ainda confunde produtividade, que é meio, com o resultado financeiro, que é objetivo, utilizando métodos empíricos como as percepções de seus proprietários, que no geral, não estão erradas, porque, em certos casos, resultam em sobra de numerário.

No universo empresarial encontramos a metodologia de cálculo de vários índices relativos à produtividade como: medir a produtividade do quadro funcional levando em conta o faturamento; a participação individual dos funcionários em relação ao lucro liquido da empresa, porém estas duas e várias outras, estão sempre relacionadas com os registros confiáveis que todas organizações devem ter, independentemente dos registros contábeis que, em muitos casos, não representam a realidade acontecida.

O resultado apresentado, com a utilização do índice de produtividade escolhido e utilizado, representa uma média da empresa, mas como afirmou Delfim Neto, depende como ela será utilizada para melhoria do seu desempenho.

Imaginemos uma empresa com um contingente de 20 pessoas, sendo 10 no setor de produção e 10 nos outros setores, com um faturamento de 10 milhões anuais, A média de produtividade por pessoa, desde que utilize o índice de produtividade por empregado, é de 500 mil, sendo que o setor produtivo apresenta a produtividade média de 1 milhão. Para conseguir um aumento da produtividade no próximo ano, o empresário pode dispor de três ferramentas básicas: 1) diminuir o número de empregados, exceto o da produção, mantendo o resultado apresentado; 2) Modernizar seu parque industrial, no caso de empresa de transformação ou agrícola, conservando inalterado seu quadro de pessoal; 3) Melhorar o desempenho dos empregados através de capacitação e aumentar a produção com a mesma mão-de-obra.

A utilização de qualquer uma das ferramentas anteriormente tratada fará a empresa produzir mais em menos tempo, mas o componente mais importante neste processo é a performance individual dos seus empregados. E esta performa depende principalmente do nível de escolaridade das pessoas admitidas, pois quanto melhor este nível melhores resultados serão alcançados pela qualificação adquirida nos cursos profissionais concluídos.

Voltemos ao micro ou pequeno empresário, que utiliza apenas a sua percepção para medir o resultado final da empresa, ele tomará a decisão correta?

E para finalizar, um trabalhador americano fez o mesmo trabalho de quatro trabalhadores brasileiros; um sul-coreano ou chileno de dois brasileiros; um argentino de um brasileiro e meio.
 

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  • Eduardo Regueira Sábias palavras mas na prática é um pouco diferente em uma econômica instável como a nossa. Parabéns.
  • janaina RESOLUÇÕES DE ANO NOVO: Deixar de fumar, emagrecer, um novo emprego, um novo curso, crescer na carreira ou fazer a viagem com que sempre sonhou. "Ano Novo Vida Nova" Mas como ter uma vida nova mantendo os velhos hábitos? Como fazer algo novo sem aprender uma nova habilidade? As resoluções ajudam a
Alexandre Cedrim

Alexandre Cedrim

Administrador de Empresas e Consultor Organizacional

Postado em 19/12/2018 15:17

O Brasil acima de todos

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O Brasil acima de todos
Presidente eleito, Jair Bolsonaro

É intenção do presidente eleito Jair Bolsonaro aceitar a sugestão, do seu super ministro da Fazenda, de implementar a isenção do Imposto de Renda de Pessoas Físicas para que ganha até cinco salários mínimos e a para os ganhos acima desse limite apenas uma alíquota de 20%. Esta medida, caso concretizada, provocará uma perda em torno de R$ 69 bilhões anuais.

Para as pessoas jurídicas a alíquota seria idêntica e a previsão é de uma perda de R$ 34 bilhões na arrecadação anual. Para compensar essa perda deverá ser criada uma alíquota única de 20% sobre os dividendos pagos aos acionistas, atualmente isentos, que deverá promover uma arrecadação de R$ 76 bilhões. Estas mudanças na arrecadação do Imposto de Renda de pessoas físicas e jurídicas deveram gerar um déficit localizado de R$ 27 bilhões anualmente.

O déficit primário do país, as receitas menos as despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública, previsto para o próximo ano é de aproximadamente de R$ 170 bilhões, que adicionado pela perda da arrecadação prevista com as mudanças do Imposto de Renda, totalizará 197 bilhões, caso a arrecadação não apresente melhoria a partir de 2019.

Estima-se que a sonegação fiscal no corrente ano fique em torno de R 345 bilhões, valor suficiente para absorver as mudanças pretendidas no imposto de renda como também o déficit esperado para 2019 que está previsto para ser de R$ 139 bilhões.

Para diminuir ou erradicar a sonegação fiscal, sendo que sua erradicação é quase que impossível, o governo poderá tomar três medidas fiscais: 1) fiscalização rigorosa; 2) conscientização do contribuinte e 3) diminuição da carga tributária. Na atual situação brasileira a diminuição da carga tributária não é possível, pois o país vem tendo déficits primários há vários anos e a melhoria das atividades econômicas ainda é incerta ou incipiente.

Quanto a uma fiscalização mais rigorosa, os resultados são lentos e a longo prazo, como também necessita de lei que criminalize os sonegadores aprovada pelo Congresso Nacional.

Sobra a conscientização dos contribuintes, mas como a maioria dos votos do presidente eleito foi dos segmento social com ganhos acima de 5 salários mínimos e empresários, está no momento destes eleitores mostrarem na prática a confiança depositada no futuro presidente do Brasil e contribuírem realmente para que ele faça um excelente governo, onde todos serão vitoriosos e seja praticado parte do slogan da candidatura “Brasil acima de tudo”
 

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